<font color=0093dd>Um desafio difícil. E ainda bem</font>

Basta passar os olhos pela Agenda que semanalmente publicamos nas páginas do nosso jornal para se ter uma ideia (ainda que distante da real) da amplitude do debate interno que está a ter lugar em todo o Partido no âmbito da preparação do XIX Congresso do PCP – expresso em muitas centenas de assembleias, debates e plenários. Se a isto somarmos as reuniões regulares dos organismos partidários aos mais variados níveis em que os documentos do Congresso são debatidos e as iniciativas cuja informação, por uma ou outra razão, não chega ao Avante! para publicação na Agenda, já nos aproximamos mais da dimensão real da participação militante dos comunistas na preparação do seu Congresso.

Uma participação que tem ainda mais valor se tivermos em conta que, como afirmou Jerónimo de Sousa na entrevista publicada na semana passada, «não fechamos para Congresso» e que os mesmos militantes que participam nesta multiplicidade de reuniões e debates são precisamente os mesmos que quotidianamente levam a cabo uma grande campanha política de massas intitulada Pôr fim ao desastre. Com o PCP, uma política e um governo patrióticos e de esquerda, sustentada em comícios, sessões e na distribuição de milhares de folhetos; dão resposta, nas empresas em que trabalham ou nas localidades em que vivem, à maior ofensiva contra direitos e garantias desde o fascismo; preparam e dinamizam a luta de massas, em especial a greve geral do próximo dia 14 de Novembro.

Na grande maioria dos casos, estas reuniões, plenários e assembleias são momentos de discussão franca entre comunistas, onde abertamente se colocam opiniões e críticas, dúvidas e convicções, e onde se expressam concordâncias e discordâncias, de forma mais ou menos elaborada, mais ou menos estruturada. Com o à vontade de se estar entre camaradas. O que importa é que todos possam dar a sua opinião e o seu contributo, votar naqueles que cada um entende ser, no momento, os mais capazes de participar no Congresso – sem recear que aquilo que se diz ou a opção de voto que se toma possam ser utilizados para outro fim que não o reforço da unidade e da coesão do Partido e o acerto das suas análises, posições e propostas.

Uma coisa é, porém, certa. Os documentos que forem aprovados na reunião magna dos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, em Almada, terão a marca de todos estes milhares de militantes que, com a sua opinião, a sua experiência e a sua vivência, contribuíram para a sua versão final – e que serão os mesmos que, com redobrada energia e combatividade, lutarão no dia-a-dia pela sua concretização.

Portanto, quer pela dimensão da empreitada quer pela própria natureza deste processo, a riqueza deste debate não é – não será nunca – possível de traduzir no Avante!. Feita a ressalva, que não é uma desculpa, o desafio é óbvio: aproximarmo-nos dela o mais possível.

GC



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